Quem somos

Porque existem tão poucos
anarquistas na academia?

“Poder-se-ia argumentar que isso acontece porque o anarquismo fez incursões tão pequenas na academia. Como uma filosofia política, o anarquismo está passando por uma autêntica explosão nos anos recentes. O anarquismo, ou os movimentos inspirados no anarquismo, está crescendo por todos os lados; princípios anarquistas – autonomia, associação voluntária, auto-organização, apoio mútuo, democracia direta – tornaram-se a base para a organização dentro do movimento antiglobalização e além. […] Ao menos, imaginaríamos que ser um professor abertamente anarquista significaria desafiar a forma como as universidades são dirigidas – e tampouco me refiro a demandar um departamento de estudos anarquistas – e isso, é claro, trará problemas muito maiores que qualquer coisa que se possa escrever. […]

Isso não significa que anarquistas tenham que ser contra teoria. Afinal de contas, anarquismo é, em si, uma ideia, mesmo que seja uma ideia bem antiga. E é também um projeto, o qual se dirige para a criação das instituições de uma nova sociedade “dentro da casca da antiga”; para expor, subverter e minar as estruturas de dominação, mas sempre, enquanto o faz, procedendo de modo democrático, uma maneira que demonstra como tais estruturas são desnecessárias. Qualquer projeto desse tipo, claramente, precisa de ferramentas de compreensão e análise intelectual.”

David Graeber, Fragmentos de uma antropologia anarquista; Tradução Coletivo Protopia S. A – Porto Alegre; Deriva, 2011.


“Criamos a Monstro dos Mares dentro de uma
garagem numa noite fria de inverno”

A editora se coloca como uma alternativa de publicação de baixo e baixíssimo custo para quem produz textos acadêmicos sobre epistemologias dissidentes do século 21 que de alguma maneira se relacionam com as questões anárquicas de nosso tempo. Entre elas, teoria queer, feminismos, giro descolonial, anticivilização, cultura hacker e outros.

Recebemos o material produzido por monas, minas e manos, coletivos e singularidades, que passa por nosso conselho editorial para apresentação e discussão. Atualmente, somos dois editores e dez integrantes científicos do conselho editoral. Na medida do possível, dividimos as tarefas de preparação do texto, revisão, diagramação, etc.

Tudo isso surgiu porque percebemos que infelizmente muitas pessoas só estão encontrando espaço para suas produções dentro dos muros das universidades. Com isso, todos os seus esforços para realizar registros teóricos e práticos sobre o nosso tempo, o tempo que há, estão sendo lidos somente por seus orientadores, membros de bancas de avaliação e eventuais pesquisadoras que procuram por esses temas em repositórios acadêmicos.

Nossa editora está disposta a dar divulgação para trabalhos que podem contribuir na formação de pessoas interessadas num modo de compreensão de mundo autônomo, libertário, não-binário e anárquico. Reconhecemos que esse não é o processo mais simples, mas que garante a criação de vínculos com a tarefa de registrar o nosso tempo e fazer o livro impresso chegar para mais pessoas, preferencialmente grátis ou em edições artesanais de baixo ou baixíssimo custo, para que a informação possa circular mais e mais.

Vertov Rox., Editor, à Agência de Notícias Anarquistas em entrevista de Novembro de 2018.

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